sexta-feira, 27 de março de 2009

O frio que vem de dentro

O frio que vem de dentro

Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve.
Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.
Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.
Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura.
Então, raciocinou consigo mesmo: "aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro". E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.
Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: "eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso", nem pensar.
O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.
Seu pensamento era muito prático: "é bem provável que eu precise desta lenha para me defender.
Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.
O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.
Este pensou: "esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha."
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava.
Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) Para pensar em ser útil.
O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. "esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.
No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: "o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro".

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Não deixe que a friagem que vem de dentro mate você.
Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.
Não permita que as brasas da esperança se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.
Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que você esteja.

Autor: ???????


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Por favor, Deus, tenho apenas 17 anos

Por favor, Deus, tenho apenas 17 anos

No dia em que morri, era um dia normal de escola. Como desejaria agora ter tomado o ônibus... Mas eu estava muito apático para o ônibus. Recordo-me como persuadi mamãe a entregar-me o carro. “É um favor especial, implorei. Todos os garotos dirigem...” quando o sino das 14 horas e 50 minutos tocou, guardei todos os meus livros no armário: estava livre até 8h: 40m da noite seguinte. Corri em direção ao estacionamento, excitado pela idéia de dirigir em carro e ser o meu próprio chofer, livre... Não importa como o acidente ocorreu; eu estava zanzando indo em alta velocidade; arriscando-me doidamente. Mas eu estava desfrutando da minha liberdade e divertindo-me. A última coisa de que me recordo foi passar por uma velha senhora que parecia estar indo demasiadamente lenta. Ouvi um estrondo ensurdecedor e senti um horrível solavanco. Vidros e aços voaram por toda parte. Todo meu corpo parecia estar virando de dentro para fora. Eu ouvi o meu próprio grito... Subitamente acordei: tudo estava muito calmo. Um policial e
stava debruçado sobre mim. Então eu vi um médico. Meu corpo estava mutilado. Eu estava coberto de sangue e pedaços de vidro estavam enterrados por todo o meu corpo e, estranhamente, eu não sentia nada.

Ei, não cubra minha cabeça com esse lençol! Não posso estar morto: tenho apenas 17 anos! Tenho um compromisso esta noite. Tenho que crescer e levar uma vida maravilhosa. Ainda não vivi; não posso estar morto...

Mais tarde fui colocado numa gaveta. Meus pais tiveram que me identificar. Por que tive que encarar os olhos de minha mãe quando ela enfrentou a mais terrível provação de sua vida? De repente, papai parecia como um velho. Com voz embargada ele disse ao encarregado: - Sim, ele é meu filho... O enterro foi uma experiência estranha. Vi todos os meus parentes e amigos caminharem em direção ao caixão. Passavam, um a um, e me olhavam com o olhar que jamais havia visto. Alguns de meus companheiros estavam chorando. Algumas das moças tocavam a minha mão e se afastavam em lágrimas... Por favor,... Alguém... Acorde-me! Tirem-me daqui. Não suporto ver minha mãe e meu pai tão alquebrados. Meus avós estão tão angustiados que mal podem andar... Meu irmão e minhas irmãs parecem zumbis; movem-se como robôs. Ninguém pode acreditar no que vê e, eu, tampouco. Por favor, não me enterrem... Não posso estar morto... Ainda tenho que viver muito... Quero rir e correr novamente. Quero cantar e dançar. Por favor, não me ponha debaixo
da terra! Deus, que se me der mais uma oportunidade, serei o motorista mais prudente e cuidadoso do mundo. Tudo o que eu quero é mais uma oportunidade. Por favor, Deus, tenho apenas 17 anos!...

Cópia original adquirida no DETRAN-BH +/- em 1978.


Te Encontrei

Te Encontrei

Deus...
Passei tanto tempo Te procurando não sabia onde estavas, olhava o infinito não Te via.
E pensava comigo mesmo será que Você existe?
Não me contentava, na busca e prosseguia.
Tentava te encontrar nas religiões e nos templos.
Você também não estava Te busquei através dos sacerdotes e pastores, também não Te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado e descrente.
E na descrença, Te ofendi, na ofensa tropecei, e no tropeço caí, e na queda senti-me fraco.
Fraco procurei socorro. No socorro encontrei amigos. Nos amigos encontrei carinho. No carinho eu vi nascer o amor.
Com o amor eu vi crescer um mundo novo. E no mundo novo resolvi viver. E o que recebi, resolvi doar.
Doando alguma coisa, muito recebi. E em recebendo senti-me feliz.
E ao ser feliz encontrei a paz.
E tendo a paz foi que enxerguei. Que dentro de mim é que Você estava.
E sem procurar-Te. Foi que Te encontrei.

Autor: ???????


O céu e o inferno

O céu e o inferno

Um homem, seu cavalo e seu cão caminhavam por uma estrada. Quando passavam perto de uma árvore gigantesca, um raio caiu, e todos morreram fulminados.
Mas o homem não percebeu que já havia deixado este mundo, e continuou caminhando com seus dois animais; às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição...
A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.
O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada.
- Bom dia.
- Bom dia - respondeu o homem.
- Que lugar é este, tão lindo?
- Aqui é o Céu.
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade.
E o guarda indicou a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito, mas aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande, mas ele não beberia sozinho; agradeceu e continuou adiante. Depois de muito caminharem, já exaustos, chegaram a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha, que se abria para um caminho de terra, ladeada de árvores.
À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, possivelmente dormindo.
- Bom dia - disse o caminhante.
O homem acenou com a cabeça.
- Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu.
- Há uma fonte naquelas pedras - disse o homem e indicando o lugar. - Podem beber a vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede. Em seguida voltou para agradecer.
- Por sinal, como se chama este lugar?
- Céu.
- Céu? Mas o guarda do portão de mármore disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
O caminhante ficou perplexo.
- Vocês deviam evitar isso! Essa informação falsa deve causar grandes confusões!
O homem sorriu:
- De forma alguma. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam todos aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos...

Autor: Paulo Coelho


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Pegadas na areia

Pegadas na areia

Uma noite eu tive um sonho...

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.

Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:

- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.

O Senhor me respondeu:

- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.

Autor: Do livro "Pegadas na areia" - Margareth Fishback Powers - Ed. Fundamento

Símbolo nas palavras

Símbolo nas palavras

Em nos reportando à indulgência, recorde-se que o verbo pode ser definido em variadas comparações.

A palavra de bondade é uma semente de simpatia.

A frase de acusação é um golpe agravando a ferida que nos propomos curar.

O conceito otimista é luz no caminho.

O grito de cólera é curto-circuito na sistemática das forças em que venha a surgir.

O diálogo construtivo é terapêutica restauradora.

O comentário deprimente é pasto da obsessão.

A nota de esperança é porta de paz.

O conceito pessimista é nuvem enregelante.

A frase calmante é ingrediente de paz.

O verbo agressivo é indução à doença.

Conversando podemos criar saúde ou enfermidade, levantar ou abater, recuperar ou ferir.

A nossa palavra enfim pode ser uma pancada ou uma bênção.

E o uso dessa força que equilibra ou desequilibra, obscurece ou ilumina, ergue ou abate está em nós.

Autor: André Luiz

Filosofia de vida

Filosofia de vida

O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Errar.
O maior obstáculo? O medo.
O maior erro? O abandono.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desânimo.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais lhe faz feliz? Ser útil.
O pior defeito? O mau humor.
A pessoa mais perigosa? O mentiroso.
O pior sentimento? O rancor.
O mais belo presente? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A rota mais fácil? O caminho certo.
A sensação mais agradável? Paz interior.
A proteção efetiva? O sorriso.
O melhor remédio? Otimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais poderosa do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Nós
A mais bela de todas as coisas? O amor.

Autor: Madre Teresa de Calcutá